Para divulgação famílias/ comunidade...
Prezados (as),
Informamos que foi aberta a consulta pública da Caderneta da Criança - Passaporte para a Cidadania.
O documento conta agora com componente intersetorial e incorpora à saúde algumas informações sobre a assistência social e educação, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Considerando a relevância do tema, solicitamos apoio para ampla divulgação.
Eventuais sugestões poderão ser encaminhadas no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, exclusivamente para o endereço eletrônico: caderneta.crianca@ saude.gov.br, com especificação do número desta Consulta Pública e do nome do anexo no título da mensagem.
As contribuições deverão ser fundamentadas, inclusive com material científico que dê suporte às proposições. Deve ocorrer, quando possível, o envio da documentação de referência científica e, quando não for possível, o envio do endereço eletrônico da citada referência científica para verificação na internet.
O documento, cuja chamada para consulta foi publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de dezembro de 2015, pode ser acessado por meio do link a seguir:
Anexo para a consulta:
"Caderneta da Criança- Passaporte da Cidadania"
"Caderneta da Criança- Passaporte da Cidadania"
Pedimos que leiam atentamente as instruções informadas acima para o envio de contribuições.
CONSULTA PÚBLICA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
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Documento: CONSULTA PÚBLICA nº 25, 8 de DEZEMBRO de 2015- "Caderneta da Criança- Passaporte da Cidadania"
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Área: SAS/MS
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Resenha
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE torna pública, nos termos do artigo 34, inciso II, c/c 59 do Decreto nº 4.176, de 28 de março de 2002, minuta de Portaria que aprova, na forma do Anexo, o texto da nova "Caderneta da Criança - Passaporte da Cidadania", agora com componente intersetorial. Esta versão incorpora à saúde algumas informações sobre a assistência social e educação, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O texto em apreço encontra-se disponível no endereço http://www.saude.gov.
A Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno - CGSCAM/DAPES/SAS coordenará a avaliação das proposições apresentadas, elaborando a versão final consolidada do document "Caderneta da Criança" para que, findo o prazo estabelecido, seja aprovado e publicado, passando a vigorar em todo o território nacional.
MARCELO CASTRO
Anexo para a consulta:
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Em tempo, tentaremos ampliar o prazo pra recebimento das contribuições para 60 dias, mas, por enquanto, as pessoas devem se programar para contribuir até 10 de janeiro de 2016, prazo estabelecido no DOU.
Premiação do Concurso de Desenhos da Educação Infantil
Equipe da SMED e Nutriplus
As crianças divertiram-se muito!!!!!!
Premiação dos 3 primeiros lugares com 1 bicicleta e jogos
Entrega de prêmio para professoras das crianças vencedoras
Visita ao CMEI Castro Alves pelo grupo internacional The Global Leaders
PRÊMIO EDUCADORES DO BRASIL
Abertas inscrições para o Prêmio
Educadores do Brasil, através do Ministério da Educação (MEC), cujo objetivo é incentivar boas práticas relacionadas à
gestão e ao ensino nas escolas e promover a valorização dos docentes.
Inscrições: abertas até 14 de setembro.
Onde? No site: www.educadoresdobrasil. org.br
Quem? Qualquer professor da Educação Básica da Rede Pública poderá
concorrer. As escolas também podem participar da disputa, representadas
por seus diretores.
Premiação: 5 professores —
podendo receber até R$ 7 mil e com premiação extra para o melhor
trabalho — em 6 categorias. Serão selecionadas, também, 5
escolas finalistas, das quais a ganhadora receberá R$ 30 mil.
Espetáculo do Sítio do Pica Pau Amarelo com as crianças da Educação Infantil

Projeto BuZum
As crianças se divertiram muito com o teatro promovido pela CCR Metrô com a peça Filhotes do Brasil
O projeto consiste em apresentação de teatro de bonecos de
pau itinerante, indo ao encontro do público, onde a arte tem um papel
fundamental na formação de um cidadão mais pleno. O BuZum! é o maior projeto itinerante de teatro
infantil do Brasil. Desde 2010 já percorreu mais de 71 cidades, apresentando
mais de 2000 vezes, dois espetáculos do repertório Cia, Darwim BR e Filhotes
de Brasil. Acontece em um ônibus adaptado com som, luz, bancos e ar
condicionado.
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Os espetáculos do BuZum! usam a linguagem do Teatro de Bonecos, que aguça a imaginação das crianças (e dos adultos também) e faz com que todos embarquem em histórias que ultrapassam os limites do tempo, da geografia e da história.
O BuZum ficou no espaço externo do Teatro Solar Boa Vista
Participem da Campanha Papai Noel do Correios 2014! O objetivo principal é levar o encantamento do Natal para milhares de crianças em situação de vulnerabilidade social, matriculadas em toda a Rede Municipal de Ensino.
Destinatário- crianças até 10 anos
O que é preciso? Escrever a carta para Papai Noel com nome completo, idade, grupo e turma em que está inserido. O professor deve informar qual o pedido da criança, caso não alfabetizado.
Somente serão considerados os pedidos que correspondem à brinquedos, material escolar ou roupa - discriminar sexo e tamanho!
Cada turma de crianças deverá constar em um envelope preenchido pelo responsável, constando dados da instituição, grupo e turma.
Até quando? Os envelopes deverão ser entregues na Sede Central dos Correios, localizada na Avenida Paulo VI, 190 - Pituba no período de 20 a 24/10.
A entrega dos presentes será feita pelos Correios nas instituições cadastradas aproximadamente, até 19/12.
Com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil, redobra-se a atenção assim como os esforços das pessoas que trabalham com a promoção e defesa dos direitos da infância e adolescência. Megaeventos como a Copa do Mundo aumentam os riscos de que ocorram violações aos direitos humanos de crianças e adolescentes, tais como a exploração sexual infantil, o trabalho infantil, o tráfico e o desaparecimento.
No Brasil, milhões de crianças ainda sofrem privações que caracterizam a condição de pobreza. Além disso, milhares delas vivem nas ruas,[1] o que as deixa especialmente vulneráveis a inúmeras violações de direitos, e, no contexto dos megaeventos, a tornarem-se vítimas ainda maiores da violência urbana, do recolhimento compulsório e da repressão policial.
As cidades-sede da Copa são áreas que já apresentam altos índices de vulnerabilidade de crianças e adolescentes à violência, mesmo sem a realização de grandes eventos. Um exemplo são os casos de exploração sexual, uma das mais graves violações de direitos.[2] De olho na Copa e nos grandes eventos futuros e buscando minimizar seus impactos negativos sobre as crianças, várias instituições que trabalham com e pela infância vêm desenvolvendo ações articuladas, no sentido de fortalecer as redes de proteção de direitos a nível local e nacional. Infelizmente, os avanços são ainda insuficientes tal como aponta um recente diagnóstico do Sistema de Garantia de Direitos nos municípios que sediarão a Copa do Mundo, o qual revela uma série de fragilidades e problemas nas instituições e redes de proteção nesses locais.[3]
A situação em que se encontra o Sistema de Garantia de Direitos das crianças não se desvincula do contexto geral de debilidade na efetivação de direitos no Brasil. As manifestações populares que ganharam força a partir de junho de 2013 expressam desejos e necessidades claras da população: de que os cidadãos e as cidadãs brasileiros/as possam viver com dignidade, tendo garantidos seus direitos à saúde, educação, moradia, mobilidade, trabalho, entre outros, demandas sociais fundamentais para o bem-estar das crianças e de suas famílias. Sendo assim, para além do resultado da competição, a Copa do Mundo no Brasil se tornou uma oportunidade para o fortalecimento da cidadania ativa, e precisa deixar o legado do respeito e da proteção de suas crianças.
Equidade para a Infância deseja visibilizar ações de articulação de atores para o fortalecimento das redes de proteção e campanhas voltadas a prevenir casos de violência e instruir a população quanto à denúncia de casos de violação. Tais iniciativas visam somar esforços para a defesa dos direitos das crianças, e, com suas conquistas e grandes desafios, são o ponto de partida para as ações futuras como as Olimpíadas de 2016 e os eventos festivos de grande porte como o Carnaval, servindo de inspiração para outros países.
https://www.youtube.com/watch?v=X5QpXgnXJ_A
Um momento muito
especial e emocionante ocorreu na Escola Nossa Senhora das Candeias na Ilha de Maré, com as seguintes apresentações: coral
Infantil, exploração do significado da Páscoa, da Morte e da
Ressurreição de Cristo, dos símbolos e a Encenação da Santa Ceia. Para
finalizar foram distribuídos lanches e ovos de chocolate (Ovos da
Páscoa). Os alunos, a comunidade escolar (funcionários, alunos, pais,
equipe do Mais Educação, etc) e comunidade local ficaram bastante
satisfeitos e felizes com as atividades realizadas.
Grupo de Estudo Educação Infantil e setores da SMED
Iniciamos em 20/02/2014 um Grupo de Estudos: Infâncias e Contemporaneidade, na sala do Conselho Municipal de Educação, com a presença do GT Educação Infantil e Educação Integral (CENAP), bem como o CME, representantes da Educação Infantil das CRE, CSG (setor de coordenação de regionais) e NTI, onde pudemos estudar o texto intitulado: As crianças e o direito à infância, discutindo sobre corte etário, alfabetização e letramento, ser criança/ ter infância, escuta das crianças, transição da Educação Infantil para Ensino Fundamental, além dos próprios grupos da Educação Infanil, dentre outras questões, reafirmando assim, a importância de realização desses estudos com a articulação entre os diferentes setores da Rede, a fim de podermos aprofundar nossas compreensões sobre a criança de 0 a 6 anos e suas peculiaridades.
Acolhemos as pessoas com uma dinâmica da caixa de presente;
Houve apresentação das pessoas com as expectativas do grupo ao receber convite;
Entrega de informativo com leitura compartilhada dos objetivos deste Grupo de Estudos;
Leitura e discussão dos argumentos do texto proposto;
Encerramento com leitura de uma mensagem.

A Secretaria da Criança lançou, no dia 03 de dezembro, o Plano Distrital pela Primeira Infância durante seminário realizado no Auditório Dois Candangos da Universidade de Brasília (UnB).
O
Plano, com característica decenal, prevê a formulação de políticas
públicas para crianças de zero a seis anos com o objetivo de garantir
seus direitos desde a primeira fase da vida.
Com
a criação do Comitê pela Primeira Infância pelo Governo do Distrito
Federal, em 05 de fevereiro de 2013, a Secretaria da Criança iniciou a
elaboração do plano, seguindo recomendação do Plano Nacional pela
Primeira Infância. A construção do documento teve ampla participação,
com contribuições das Secretarias de Saúde, Educação, Desenvolvimento
Social e Transferência de Renda, Mulher, Cultura, Esporte, Segurança
Pública, Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Ministério Público,
Defensoria Pública, CDCA, entidades da sociedade civil, e o texto ainda
recebeu sugestões por consulta pública.
No
Distrito Federal, segundo dados do IBGE, em 2012 a porcentagem da
população de até 6 anos de idade era de 10,39% do total de habitantes,
somando 275.252 crianças nesta faixa etária.
A
execução das metas consiste em materializar as recomendações do
documento, por meio das secretarias e parceiros que inclui, entre
outras, no prazo de sua execução, em dez anos, ampliar o número de vagas
nas creches públicas para crianças faixa etária de zero a seis anos,
garantir que elas tenham prioridade em atendimento na saúde, educação e
segurança, e garantir-lhes o direito de brincar, com a construção de
parques, e acesso a atividades culturais como cinema, teatro, esportes,
dentre outras.
Participação das crianças
Jornais
com desenhos e menos notícias sobre violência, escolas mais coloridas e
ônibus escolar menos cheios, são alguns anseios de 90 crianças na faixa
etária de 4 a 6 anos, da Casa de Ismael, instituição parceira da
Secretaria da Criança, moradoras de Sobradinho, Planaltina, Itapoã, Asa
Norte e Paranoá, ouvidas para construção do Plano. Elas participaram da
elaboração do documento por meio de metodologia específica, com rodas de
conversas, entrevistas, brincadeiras, oficinas lúdicas e fotografias.
A
abertura do Seminário de lançamento do Plano teve a participação das
crianças, que reforçaram alguns dos pontos que elas acreditam ser
imprescindíveis para a garantia de seus direitos. Essa participação terá
continuidade nas atividades do Comitê Distrital pela Primeira Infância,
que será reeditado por Decreto nos próximos dias para ganhar a
atribuição de monitorar e avaliar a implementação do Plano Distrital.
O Plano Distrital pela Primeira Infância está em anexo. Também pode ser acessado por meio do link abaixo:
Fonte: REPI/BA
Divulgando:
Nos dias 12
a 15 de outubro passado ocorreu a Etapa Distrital Bahia da 5a. Conferência
Nacional de Saúde Indígena.
O evento
reuniu 250 pessoas prioritariamente indígenas representantes de mais de 30 municípios da
Bahia, além de gestores e trabalhadores da saúde indígena.
O evento teve como
tema central da conferência: Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e SUS:
Direito, Acesso, Diversidade e Atenção Diferenciada.
Discutido em quatro eixos temáticos:
1. Atenção Integral e Diferenciada nas Três Esferas de Governo (gestão, recursos
humanos, capacitação, formação e práticas de saúde e medicinas tradicionais
indígenas);
2. Controle Social e Gestão Participativa;
3. Saneamento e Edificações de
Saúde Indígena;
4. Etnodesenvolvimento e Segurança
Alimentar e Nutricional.
Eu
estive participando como facilitadora do tema de segurança alimentar,
quando foi possível discutir sobre nutrição na gestação e na infância
(aleitamento materno / outros alimentos infantis...)
Muito, muito rica essa experiência.
Houveram discussões ampliadas sobre gestação, parto, mortalidade materna indígena, reunião com cacicas...
Sugiro acessarem os links abaixo:
Nota sobre a reunião das cacicas;
Vamos
aquecer esse processo de discussão e ação diferenciada, novos povos
indígenas necessitam de mais respeito, direito à vida plena!
Abraços
fraternos,
Valderez
Aragão - representante da UNICEF
Educação Infantil
> Creche - 0 a 3 anos
> Exploração dos objetos e brincadeiras
10 brincadeiras para experimentar com as turmas da creche e da pré-escola
A educadora Dalila Jucá, coordenadora pedagógica do CEI Almerinda de Albuquerque, em Fortaleza, escreveu dois livros com sugestões de jogos para brincar com os alunos da creche e da pré-escola. Tudo pode ser feito sem muitos recursos e em espaços pequenos. Para nenhuma criança ficar de fora da diversão. A seguir, você confere as regras de 10 brincadeiras. Leia mais sobre o trabalho de Dalila na edição de NOVA ESCOLA que chega às bancas no dia 11 de fevereiro de 2013!

Cauda do Dragão
Material necessário
Nenhum.
Desenvolvimento
Todos os participantes ficam em pé, em uma fila indiana com as mãos na cintura um do outro, formando um dragão. O primeiro integrante da fila, representando a cabeça do dragão, terá como objetivo pegar o último da fila, que representará a cauda. Ao sinal do educador, o “dragão” passará a se movimentar, correndo moderadamente, sob o comando da cabeça que tentará pegar a cauda. Esta, por sua vez, fará movimentos no sentido de evitar que isso aconteça. A brincadeira continuará enquanto durar o interesse das crianças.
Material necessário
Nenhum.
Desenvolvimento
Todos os participantes ficam em pé, em uma fila indiana com as mãos na cintura um do outro, formando um dragão. O primeiro integrante da fila, representando a cabeça do dragão, terá como objetivo pegar o último da fila, que representará a cauda. Ao sinal do educador, o “dragão” passará a se movimentar, correndo moderadamente, sob o comando da cabeça que tentará pegar a cauda. Esta, por sua vez, fará movimentos no sentido de evitar que isso aconteça. A brincadeira continuará enquanto durar o interesse das crianças.
- 1Brincadeira 1: Cauda do Dragão
- 2 Brincadeira 2: O feiticeiro e as estátuas
- 3 Brincadeira 3: Biscoitinho queimado
- 4 Brincadeira 4: O carteiro
- 5 Brincadeira 5: Colher corrente
- 6 Brincadeira 6: Boizinho
- 7 Brincadeira 7: Tesouro perdido
- 8 Brincadeira 8: A queda do chapéu
- 9 Brincadeira 9: Apanhador de batatas
- 10 Brincadeira 10: Patins engraçados
Visita à Biblioteca Thales de Azevedo
Hoje foi dia de um passeio muito especial! As crianças da Educação Infantil
e a turma do primeiro ano matutino da Escola Municipal Vinicius de Moraes realizaram uma visita à Biblioteca
Pública Thales de Azevedo. As crianças ficaram maravilhadas ao entrar
naquele espaço todo dedicado aos livros e aos amantes da leitura. O
encantamento teve início logo na chegada, pois a equipe estava toda
preparada para recebê-los e guiá-los naquele mundo de fantasia.
Olá colegas que atuam com a Primeira Infância,
Acessem o site e visualizem várias obras interessantes sobre o nosso público:
http://www.fmcsv.org.br/Pt-br/acervodigital/desenvolvimentodaprimeirainfancia
Boas leituras e estudos!
Sábado, 14 de julho de 2012
Meu filho é doente. Ele sofre de infância.
Essa é a parte 1 de uma conversa sobre como estamos transformando crianças normais, inteligentes, criativas e interessantes em pacientes psiquiátricos. Essa primeira parte falará exclusivamente da criança. A próxima falará de todos nós, com um alerta bastante grave. Estejamos atentos, amigos. Muito atentos.
"O mau comportamento do seu filho pode ser uma doença.
Leve-o ao médico e peça orientações".
O compartilhamento desse tipo de mensagem é de uma irresponsabilidade sem tamanho.
Incentiva as famílias a medicarem seus filhos, ao invés de se dedicarem ativamente a lidar com suas diferenças.
Centenas de crianças estão sendo
medicadas com drogas psicotrópicas para que seus comportamentos sejam
moldados ao que espera a sociedade, ao que esperam seus pais, seus
professores. Ignorando quem são, como são, como vivem.
Que tipo de mundo é esse que, ao
invés de ensinar as crianças a lidarem com suas próprias diferenças, de
ensinar a nova geração a desenvolver estratégias de auto-conhecimento e
auto-aceitação, as rotulam como pacientes psiquiátricos e preferem
aceitar que possuem transtornos mentais?!
Um tipo de mundo que não quer
crianças agitadas, críticas, pensantes, desafiadoras, que exijam novas
posturas parentais, professores bem preparados, escolas inclusivas.
Um
tipo de mundo que não quer o diferente. Quer o igualzinho. O
doutrinadinho. O que não incomoda. O que não perturba. O que não
pergunta. O que não desafia. O que não exige inovação, atualização e
novas formas de ensinar. O que se comporta exatamente como querem que se
comporte.
Um tipo de mundo onde se acredita
haver remédio para tudo: para os agitados, para os rebeldes, para os
desatentos, para os tímidos, para todos que não seguem a regra
socialmente estipulada, a moral reinante. Chegaram a sugerir remédio até
para a homossexualidade...
Uma criança indisciplinada que passa
a ser rotulada como hiperativa - ou diagnosticada como portadora do
transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) -
transforma-se, no exato momento de seu diagnóstico (ou rótulo), em uma criança com transtornos mentais. Em um paciente psiquiátrico.
Saiba disso, antes de aceitar uma coisa como essa. Sem floreios, sem rodeios.
Você acha mesmo que seu filho tem um
transtorno mental? Ou ele está sendo criança? Ou ele tem uma
personalidade agitada? Ou ele é diferente do que você imaginava,
diferente de você, dos irmãos? Ou ele está te exigindo muito? Ou os
professores não estão sabendo o que fazer com ele?
Essa
semana, quando vi alguns sites incentivando a medicalização infantil,
escrevi um texto que compartilhei em outras mídias, mas agora o trago
também para cá.
Estamos
falando sobre a medicalização da infância e o excesso de diagnósticos
psiquiátricos – como a hiperatividade e o déficit de atenção – e de
prescrição de psicofármacos, como o metilfenidato.
Qualquer pessoa que compartilhar a informação de que o comportamento “inadequado” de uma criança pode estar associado a um transtorno psiquiátrico está contribuindo para a psiquiatrização da infância e de comportamentos absolutamente normais, está contribuindo para que nossas crianças sejam vítimas do abuso de fármacos.
Vamos falar então de "crianças que precisam de medicamentos psicotrópicos de fato" em função de seu comportamento problemático.
Qualquer pessoa que compartilhar a informação de que o comportamento “inadequado” de uma criança pode estar associado a um transtorno psiquiátrico está contribuindo para a psiquiatrização da infância e de comportamentos absolutamente normais, está contribuindo para que nossas crianças sejam vítimas do abuso de fármacos.
Vamos falar então de "crianças que precisam de medicamentos psicotrópicos de fato" em função de seu comportamento problemático.
Quem são elas? Elas são a maioria? Não, são minoria. Enquanto a grande maioria está sendo medicada sem necessidade... Em
anos de estudo, pesquisa, interesse pessoal e aulas ministradas sobre
tema, tive contato com muitas crianças diagnosticadas como hiperativas e
medicadas. E a grande maioria, a imensa maioria, estava sendo medicada
em função dos desejos, ainda que não manifestos, de seus pais,
educadores e outros profissionais. Para a pergunta: "Por que você o
levou no psiquiatra?" ou "Por que ele está sendo medicado?" as respostas
mais comuns - muitíssimo comuns - são: "Porque ele estava me deixando
louca!", ou "Porque ele não se adaptava à escola de jeito nenhum", ou
"Porque ele não parava quieto", e afins.
Nenhum desses motivos representa qualquer indicativo de transtorno mental.
É preciso SEMPRE lembrar que ser diagnosticado com hiperatividade É TORNAR-SE UM PACIENTE PSIQUIÁTRICO. Aquela criança, que já é vista como problemática, de uma hora pra outra passa a ter um TRANSTORNO MENTAL, passa a ser um PACIENTE PSIQUIÁTRICO.
Vamos pensar no que isso pode causar à autoestima dessa criança, desse adolescente?
Nenhum desses motivos representa qualquer indicativo de transtorno mental.
É preciso SEMPRE lembrar que ser diagnosticado com hiperatividade É TORNAR-SE UM PACIENTE PSIQUIÁTRICO. Aquela criança, que já é vista como problemática, de uma hora pra outra passa a ter um TRANSTORNO MENTAL, passa a ser um PACIENTE PSIQUIÁTRICO.
Vamos pensar no que isso pode causar à autoestima dessa criança, desse adolescente?
Vamos
pensar o que se tornar dependente de medicação tarja preta (que é uma
droga psicotrópica) fará com essa criança? O estigma que vai
acompanhá-lo? As alterações neuroendócrinas?
E por que? Porque ele era ativo demais, agitado demais, dava trabalho.
Quando dizermos "ativo demais" estamos comparando-o a outras crianças, ditas "normais".
Quando dizermos "ativo demais" estamos comparando-o a outras crianças, ditas "normais".
O que é a normalidade? Para mim, normal é ver criança ativa, não criança dopada.
Não há um consenso do que seja a normalidade. Eu sou normal, você é normal, e somos muito diferentes. E por que somos diferentes um precisa de medicação e o outra não?
E se eu, que sou muito agitada, tenho pais que sabem lidar eficientemente com minha agitação?
Não há um consenso do que seja a normalidade. Eu sou normal, você é normal, e somos muito diferentes. E por que somos diferentes um precisa de medicação e o outra não?
E se eu, que sou muito agitada, tenho pais que sabem lidar eficientemente com minha agitação?
E se eu estou em uma escola que respeita minhas diferenças?
Então eu escapo do medicamento psicotrópico.
Mas se eu não tenho nada disso, então serei medicado para me enquadrar numa normalidade que não existe.
Sofro
muitas vezes: uma vez por não contar com condições que acolham minha
diferença (pais e escola preparados), outra vez por ser rotulado
psiquiatricamente, outra vez por ser medicado e ter todas as minhas
funções mentais alteradas (porque é isso o que faz uma droga que age no
cérebro), e outra vez porque me tornarei dependente (sim, me tornarei), e
mais uma vez no futuro quando, afastado da medicação, eu não souber
lidar com minha agitação, com minha diferença, apenas porque ao invés de
me ajudarem a lidar com ela, me medicaram. Falando de evidências científicas, existem artigos experimentais mostrando que o uso de metilfenidato na infância (a Ritalina, Concerta e afins - olha o nome, Concerta... como se estivesse quebrado) predispõe ao abuso de álcool na idade adulta, principalmente no sexo feminino. E outros ainda afirmam que o diagnóstico de hiperatividade na infância está associado ao diagnóstico de depressão no futuro. Não precisamos recorrer ao cérebro pra entender como a hiperatividade se transformou em depressão, basta entender o que viveu essa pessoa a ponto de ter se tornado deprimido. Mas recorrendo ao cérebro, a mudança que a droga promove pode mesmo disparar um gatilho desconhecido e, no futuro, causar um outro transtorno psiquiátrico.
Vamos falar de história? Por que a descoberta desse transtorno é tão relativamente recente? Apenas porque hoje temos drogas que controlam esse comportamento. Então, em termos bem gerais, o metilfenidato não cura ninguém, não trata ninguém. Ele só MODELA a criança, a pessoa, ao que esperam dela. É como se, tendo febres fortes recorrentes, apenas déssemos antitérmico a vida inteira, sem saber o porquê da febre. Por que uma criança é agitada? Por que ela está com dificuldades de adaptação? Como canalizar a agitação? Como ensiná-lo a lidar com isso? São perguntas que cujas respostas necessitam de uma postura ativa. Que nem sempre existe...
Quem trabalha nessa área diz que o Calvin (aquele personagem, amigo do Haroldo) é o símbolo da criança diagnosticada como hiperativa. E que criança interessante! Além de ser agitado, Calvin é questionador, problematizador, respondão e arteiro. Coisas de criança saudável, muito saudável, não doente. E já notaram como são seus pais? Entediantes, rabugentos, nunca brincam com ele, estão sempre alheios, em suas atividades, sempre criticando ou gritando com ele. Isso não é coincidência. Em uma das tirinhas, Calvin aparece sendo medicado: ele não brinca mais, não cria mais, não é mais interessante e sua imaginação foi morta – representada pelo desaparecimento do amigo imaginário, seu bicho de pelúcia Haroldo, que em condições normais tinha vida.
É isso o que acontece com crianças medicadas com modeladores do comportamento.
E a maioria está recebendo remédio por nada... apenas para que se enquadrem no modelo que os pais, os educadores e a classe médica e farmacêutica querem.
E a maioria está recebendo remédio por nada... apenas para que se enquadrem no modelo que os pais, os educadores e a classe médica e farmacêutica querem.
Este texto sobre a medicalização da educação e da sociedade é um de muitos interessantes que constam no blog: http://www.cientistaqueviroumae.com.br/ da Drª Ligia Moreiras Sena (doutora em Neurofarmacologia).
Apreciem este blog interessante para nós, que atuamos com Educação Infantil!








































































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